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Por uma educação antirracista
Data de Publicação: 10/07/2020 14:27:00
“Ninguém nasce odiando outra pessoa
pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as
pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser
ensinadas a amar”
(Nelson Mandela)
A escola tem um
papel muito importante na sociedade. Ela é um espaço de consagração de
práticas, valorização de perspectivas, experiências e culturas. Possibilita
para os sujeitos uma formação profunda de hábitos, costumes, práticas,
percepções, análises e conhecimentos. É nela que acontece a descoberta do
outro, da diversidade, do mundo econômico, do mundo comunitário. E, sem
dúvidas, é também um lugar de afeto, laços e conscientização.
Se queremos
garantir uma sociedade ainda melhor e mais equânime no futuro, é preciso
discutir temas que a impactam em sua raiz. E é aí que a escola desponta como um
braço imprescindível e se coloca ainda como lugar onde assuntos como a educação
antirracista devam ser tratados.
“Perceber-se criticamente implica uma série de
desafios para quem passa a vida sem questionar o sistema de opressão racial. A
capacidade desse sistema de passar despercebido, mesmo estando em todos os
lugares, é intrínseca a ele. Acordar para os privilégios que certos grupos
sociais têm e praticar pequenos exercícios de percepção pode transformar
situações de violência que antes do processo de conscientização não seriam
questionadas”. A fala é de Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política pela
Unifesp, escritora, uma das vozes mais influentes do movimento pelos direitos
das mulheres negras no Brasil, além de ser uma das cem personalidades negras
com menos de 40 anos mais influentes no mundo, distinção apoiada pela ONU, em
2018.
Segundo a
escritora, a educação antirracista
nas instituições de ensino tem um poder transformador e é algo que deve
perpassar não apenas o estudante, mas os professores e professoras, diretores e
diretoras de cada instituição. Por isso, à luz dessas ideias e
cientes da responsabilidade de garantir um ambiente que dialogue e mostre que o
racismo é crime, mas não só na perspectiva da criminalização e punição, mas,
sobretudo da valorização do papel da população negra, a Rede de Ensino APOGEU
abriu um novo espaço de diálogo sobre esse tema, tão necessário e urgente.
Intitulado como
“Coletivo Manifesto”, o projeto reúne professores engajados com a temática que,
por meio de lives no nosso perfil do Instagram, seguem compartilhando
conhecimentos e debates a partir de temas como: História do Racismo, Negritude e
Branquitude, Internalização do Racismo, Políticas Afirmativas, Autores e
Personalidades Negros, Consumo de uma Cultura Racista entre outros.
Entendemos que, quando
o assunto é o combate ao racismo dentro e fora da escola, ter em mente a
importância de alinhar o discurso e a prática é fundamental para que nossos
alunos recebam exemplos coerentes e com potencial formativo. Acompanhe nossas
redes sociais e participe dessa iniciativa transformadora.
Tags: antirracismo, educação, vidas negras importam
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